Por conta da minha viagem ao Rio, a receita da semana passada não vai ser postada. até o fim dessa semana eu preparo algo. Au revoir!
Houlá!
Quero primeiramente agradecer a vocês essa visita. É com grande alegria que eu inauguro, com a primeira visita, a ala de receitas acompanhadas do Bascuisine. Espero que vocês gostem, e que acessem sempre; uma vez iniciada, a maravilha da cozinha nunca pára.
Nesses Desvios, a idéia é resgatar alguns gigantes da Haute Cuisine, devidamente adaptados ao orçamento do pré-universitário ou aluno de faculdade, priorizando sempre a criatividade e a estética. Eu busco dar um enfoque mais narrativo pra coisa no meio do caminho, pra diferenciar dos outros blogs de receitas, onde as pessoas jogam os ingredientes e o modo de fazer.
Para esse primeiro Desvio, preparei com todo meu amor e carinho um Duo especial para impressionar tanto a gata quanto a sogra. seu requinte está na simplicidade do fundo e do aroma, e também na versatilidade da apresentação. Por ser o primeiro texto, eu acabei deixando escapar alguns detalhes, e eu peço que vocês mandem opiniões, para eu saber como posso aproveitar melhor esse espaço.
Sem mais delongas, com os cumprimentos do chef:
Sorvete de Baunilha e Fofos de Mousse de Chocolate
com participação especial de Nöa Capelas.
Com muita alegria, ao som de My Way chorada pelos Demônios da Garoa, recebi meu grande amigo Nöa em casa, para cumprir uma promessa há muito feita: conceber um doce que apresentasse todo o requinte do Gourmet, mas sem apelar para ingredientes espalhafatosos nem bebidas alcoólicas. Como resultado, muita pesquisa e experimentação me levaram a essas duas receitas:
SORVETE DE BAUNILHA CASEIRO
3 xícaras de Chantilly fresco *
1 xícara de leite gelado
2 xícaras de açúcar
3 colheres de sopa de Essência de Baunilha
Começando pelo sorvete, com muito carinho, tenho algumas observações a fazer (*). O Chantilly pode ser obtido de duas formas: a forma tradicional prevê a adição de açúcar a certa quantidade de creme fresco e posterior agitação; atualmente, contudo, existem certas “Misturas para chantilly” no mercado, que merecem nossa atenção em alguns aspectos: rendem mais, custam menos e, talvez o motivo maior, não têm o péssimo hábito de virar manteiga na mão dos menos acostumados.
A dica é a seguinte: ao se utilizar dessas marcas, tenha em mente que você busca um creme-base, portanto nada de comprar chanti-neve de decoração, pozinho na caixinha: A mistura é fresca, pastosa e especificamente para recheios e coberturas. Segundo, a mistura deve estar a uma temperatura extremamente baixa para ser utilizada, e exige um tempo respeitável de refrigeração (algo da orem de 12 horas). Se não estiver BEM gelada, não vira Chantilly. Ponto. Trabalhei nesse dia com a marca “Amélia”, que já conheço há tempos. A caixinha de 200g que me custou meros R$ 2,55 rendeu 4 xícaras, pouco mais que as exatas 3 xícaras obtidas pelo creme fresco (R$ 8,90), embora, pessoalmente, o paladar do creme fresco tenha se mostrado mais convidativo em outra ocasião.
Das três xícaras de Chantilly, duas devem ser reservadas, e à restante deve-se adicionar e misturar o leite.
Essa mistura meio a meio de Chantilly e leite é o popular Half-and-Half ou 1/2-1/2 das receitas internacionais, caso algum dia acabem, esbarrando em uma delas.
Juntar ao Chantilly as duas xícaras de 1/2and1/2 recém-preparadas e todo o Açúcar, mexendo até que ele esteja completamente dissolvido. Por fim, as colheres de essência, que acaba indo a gosto. Após breve agitação, dispor em refratário com tampa (até tupper-ware vale, confiem em mim”). Um congelamento satisfatório leva uma tarde inteira, o ideal é que ele fique a noite inteira para congelar completamente e suavizar o açúcar e a essência. Conseguimos sorvete em três horas aqui, forçando a barra, mas não é a mesma coisa.
Pessoal, essa receita foi cômica. Estava com as mãos machucadas e tive de usar luvas. As travessas escapavam da mão, o chantilly nunca atingia a viragem e um erro de cálculo no ângulo da batedeira quase pôs metade do ingrediente a perder. Mas deu tudo certo, vou deixar algumas fotos esclarecedoras lá embaixo, sejam bonzinhos.
FOFOS DE MOUSSE DE CHOCOLATE
150g de Chocolate ao Leite tipo Coebertura
50g de Manteiga culinária ou Margarina
50g de Açúcar
5 gemas
Essa receita não é minha, mas é simplesmente genial, e cai muito bem com o sorvete. Um aviso de amigo: não tentem fazer com chocolate branco, minha primeira experiência, justamente nesse dia, foi traumática: enjoativo, extremamente calórico e duvidoso ao forno. A preparação da receita divide-se em três etapas:
Antes de tudo, pré-aquecer o forno a 180º. Bater as gemas e o açúcar até formar um creme homogêneo e reservar. Depois, derreter o chocolate em banho-maria e reservar também. Por fim, levar a manteiga ao fogo baixo e adicionar aos poucos a mistura de ovos e o chocolate. Dispor em forminhas individuais de alumínio (vale ressaltar, o vidro é um tiro no pé) bem untadas. Muito bem untadas.
A preparação exige alta temperatura e pouco tempo de forno, a média é de 7-10 minutos a 180º-200º. A proposta é que o bolinho asse por fora rapidamente, entes que o creme interno sequer cozinhe a ponto de arear. Aliás, já que estamos tão culturais nesse post, dizem que foi assim que surgiu o Petit Gateau: um erro na temperatura do forno. Legal, né?
Montamos o prato com algumas bolas de sorvete, o bolinho ao centro e embelezamos com açúcar queimado. Infelizmente, por falhas estruturais, eu só tenho foto do prato quase montado, vou ficar devendo. Saboreamos já no fim da tarde essa adaptação, que foi sucesso absoluto. Ao som da tradicional voz de Sérgio Rosa, terminou essa dia de experimentação, truques e alguns pequenos desastres que, no final, só serviram para melhorar o êxtase trazido mais pelo Desvio bem-sucedido que pelos carboidratos excessivos no nosso corpo.
Espero que a primeira impressão tenha sido a melhor possível, eu realmente sugiro que experimentem a receita, que deve custar entre 20 ou 30 reais, chutando alto (as duas juntas, com direito a ingredientes decentes).
Fico por aqui, com um grande abraço, muito carinho e muita alegria.
À guisa do mais catacrético Bon Appetit,
Bless your hearts!
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Muito obrigado pela visita ao meu novo espaço no wordpress.
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Criado e mantido por mòi, Guilherme Bottino, com ajuda de muitos amantes das tardes na Avenida Paulista, reuniões de sábado à tarde e passeios pelo Centro da Cidade, que colocam aqui a inovação e a paixão acima da culinária metódica e rígida, a fim de alcançar o seu objetivo principal: o prazer!
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Atenciosamente, G. Bottino.
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